sábado, 22 de agosto de 2009

A Prostituta e o Poeta

Era a moça mais linda que eu já vi.
Ela era linda e isso me bastava.
Nunca liguei para a profissão.
E eu sabia com quantos ela se deitava.

O jeito de falar, de andar
E de beber cobriam sua vulgaridade.
Tal qual, nunca vi
Ou não tive vontade

Tanta diferença,
Como pode um amor assim?
Amei uma cortesã, vagabunda
Frequentadora de botequim.

Para mim, era o trabalho mais belo
Uma mulher que amasse tanto,
Oferecia esse amor todo dia,
Mesmo que fosse em pranto.

Eu, pobre poeta
Vivendo de palavras incertas
Assitia o meu amor trabalhar
Aqui da janela.

Ela, belissíma,
Morreu de amor.
Tuberculose, AIDS, Sifílis...
Não sei qual deles a matou.
Maldito seja o matador!

Maldita seja a minha alma de poeta!
Levo o nome "sonhador" na testa
Vivo a esperar, sonhando
Torcendo para encontra-la em uma festa.

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