Cansei de me definir em apenas uma palavra, um momento ou sentimento. Não sirvo nessas definições. São muito simples e completas.
Não, não sou completa. Sinto algo aqui dentro do peito que me foge, não alcanço nem com o pensamento. Me falta a emoção de viver intensamente - amar, brincar, viajar, trabalhar. É como se eu fosse um brinquedo, e, do lado de fora da vida, assisto o mundo passar. E ele passa tão bonito... Os prédios crescem, os dias amanhecem, meus amores desaparecem e eu, aqui.
O mundo me pede uma definição. É como se a vida olhasse para mim, dos pés a cabeça e dissesse "quem é você?". Loucura, ou não, sinto um desprezo pelo exato. Para me definir, eu teria que ser exata. Saber dos meus defeitos, meus medos, pensamentos e ideais. Ai sim, eu poderia dizer em uma só palavra, tudo o que sou.
"Eu sou o tudo e o nada", disse Raul Seixas. O tudo e o nada? Seria como dizer que sou tudo de bom. Sou uma manhã de domingo, um dia quente, um feriado, uma amiga, um poema e a sua música preferida. Posso ser tudo de ruim, como uma amante, uma prostituta ou uma doença sem cura. Posso ser o mundo e a razão de tudo. Em contradição, o "nada"... Nada de bom, nada de ruim. Apenas nada.
Já procurei tantas definições... Músicas, poemas, lugares, imagens, ideologias, frases, momentos, cores, números e até mesmo autores. Eu me culpo por não saber a definição do meu ser. Será um indicio que não sei o porque de viver?
O meu problema? Nenhum. Apenas não me limitei. Não vou dizer que sou feliz, pois sofro, choro e me deprimo. Não sou triste a vida inteira. Não sou pequena, nem grande. Posso voar e cair. Beijar e cuspir. Sou humana, perversa e santa. Um anjo cheio de pecado.
Não deixe a vida te limitar. Muito menos você se definir!
Você é indefinível mesmo, baby... mas diria que você é bastante cretina.
ResponderExcluirBjs :*