quinta-feira, 2 de abril de 2009

Eu não sei [poema]

Nas manhãs cotidianas,
onde eu me levanto sem querer.
Toda a dor parece fumaça,
Parece irreal viver.

Digo como se fosse um poeta,
Com a duvida de saber quem sou,
Ou até mesmo do que sinto.
Impossivel revelar pr'onde vou.

Não sei dos outros amores,
Esqueci de me esquecer.
Procuro no teu corpo o abrigo,
Ás vezes até mesmo sem querer.

Não conheço os meus caminhos,
Estou eu aqui - Só.
Por piedade do destino, tenho mil amigos
Mas na garganta possuo um nó.

Pra me proteger,
Arranco o próprio coração - Sem querer.
Disfarço o sorriso.
Mas não entendo porquê!

Corro, grito,
Berro e xingo!
Estrapolo, choro.
Me enrolo.

Ai de mim!
Loucura eu nunca quis.
Pra um dia ser feliz,
Não me perco em solidão.
Mas como perfeita nunca fui,
Ainda levo tristeza,
Na minha bagagem de mão.

(Mariana R.G.)

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