domingo, 26 de junho de 2011

"O amor é o ridículo da vida" (Cazuza)


O amor tem a mesma essência que deus. Nós precisamos acreditar no amor para que nossos relacionamentos sejam bons, felizes e duráveis. O amor não existe. A existência do amor é baseada em outros sentimentos - um conjunto, na realidade - como o carinho, a admiração, a paixão e o desejo, a preocupação. O que quero dizer é que, quando você diz "eu te amo", não diz por apenas um sentimento, mas sim, por vários.
Não creio que há, no mundo, um casal que se ame eternamente. Nada na vida é eterno, leitor. O casal será feliz enquanto houver compreensão, paixão, cumplicidade e sinceridade. Somos iludidos por uma forma de amar doentia, onde não podemos viver sem a pessoas amada. Sinto informar, mas você não depende de ninguém para viver e só vai ser feliz quando se tornar independente emocionalmente.

Na realidade, pessoas que vivem para outras tem o meu profundo desprezo. É inconcebível um ser que diz não poder viver sem outro. Por mais que você goste, eu duvido - salvo exceções (suicidas) - que você vai parar de comer, de dormir e de viver por um romance que não deu certo.

Para você ser feliz em um relacionamento (qualquer que seja) é importante você ter a capacidade de perceber que aquela pessoa não tem a função de ser sua eterna companheira, mas sim, sua melhor companhia no momento. Essa história de projetar a vida amorosa para daqui um, dois, dez anos é péssima. Você tem que viver o seu relacionamento agora, hoje e, no máximo amanhã.

Outro erro comum nas pessoas é esperar a pessoa perfeita. Corpo perfeito, mente perfeita, trabalho perfeito. Mais um choque de realidade: você nunca vai encontrar alguém perfeito! Algo ou alguma coisa vai lhe mostrar isso em algum momento e você vai aprender a lidar com isso ou desistir e partir para outra. Há diferentes tipo de apaixonados e, logicamente, isso define quando você vai descobrir os defeitos do amado (a).

- Apaixonado primário (O iludido): Ele tem certeza que o amor existe. Geralmente é um ciumento desvairado; faz cobranças do tipo "por que você não me atendeu?" depois das 30 ligações, só quer fazer programa a dois e não deixa o par sair sozinho. Faz juras de amor e vive para a pessoa amada. Quando o relacionamento termina, fica louco, desolado... Fica no seu pé ou nunca mais te olha na cara.

- Apaixonado Secundário (O desconfiado): Ele tem uma noção melhor do que é o amor por algumas desilusões. Esse apaixonado também faz juras de amor eterno, mas, tem a leve impressão que não vai conseguir cumprir nem a metade. Não faz cobranças absurdas e tem ciúme por saber que o par, tal como ele, sente atração por terceiros. Ele não se submete aos caprichos da pessoa amada por saber que não vale a pena deixar tudo de lado por essa pessoa, pois pode não dar certo.

- Apaixonado terciário (O mestre): Tem a plena visão de que o amor não existe e, para um relacionamento, exige liberdade e sinceridade. O ciúme é algo que não o incomoda mais - a não ser pelas ameaças declaradas - e abomina atitudes ligadas ao mesmo. Não promete amor eterno, pois sabe que é uma questão - acima de tudo - de paixão. Sofre, como os outros, mas apenas para si. É um sentimento sóbrio - na maior parte do tempo.

Então, cuidado com o que você imagina. Não se iluda esperando por um amor pra vida toda, mas sim, por uma pessoa fantástica enquanto for bom. Depois, caso não dê certo, ache uma nova ou reinvente sua antiga paixão.

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