segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ser bonita é ser esquálida?

Elas são magras, muito magras. Conseguimos ver suas costelas, suas vertebras e a bacia. Algumas mal conseguem se locomover pela fraqueza que as domina. Não comem, não bebem... Mas para o padrão de beleza, são deusas.

Abaixo das deusas esqueléticas, nós, as gordinhas, gordas e gordonas. Temos o manequim de 42 para cima; sentamos e a nossa barriga faz dobrinha e se estivermos em compahia de uma magrela, geralmente ficamos para segundo plano numa paquera.

Não é uma critica aos homens, mas sim ao padrão de beleza que nos é imposto. Mesmo as mulheres querem ser esqueléticas igual as modelos. E não é inveja, não. Mas as modelos aparentam ser doentes, fragilizadas e tudo mais.

Claro que elas são lindas! Possuem uma beleza que segue o padrão, mas... E as outras garotas? Onde ficam as gordonas que são alegres e divertidas? As mulheres que tem cabelo "bombril" e as narigudas?

É clichê, eu sei, mas toda mulher tem sua beleza. Se você acha que não, preste mais atenção nas mulheres que te rodeiam. Algumas não serão esteticamente bonitas, mas podem apresentar um sorriso, um humor ou uma personalidade que valerá mais do que dez mulheres lindas.

Nós, mulheres, somos gostosas sim! Não pelo padrão "peitão e bundão", mas pelo fato de nos sentirmos gostosas e poderosas. Não precisamos da opinião alheia se estamos nos setindo bem, pois não há homem no mundo que mude esse sentimento da mulher; se ela se acha maravilhosa, ela é.
Ser bonita é ser mulher! Independente do corpo, do tamanho dos seios ou da quantidade de celulite. Ser bonita é ser magrela, é ser gordinha... Ser bonita é ser você, mesmo que os outros queiram que você se enquadre aos padrões.
Como diz o comercial da Dove, por um verão sem vergonha: "... Curvas diferentes, pois ninguém é igual. Realce em você o que é especial."
Um viva para as diferenças!
Por Mariana Galdeano

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