... Um saco!
Vamos lá, criançada (como diz um amigo), quem nunca disse isso da irmã (o)? A maioria são um "pé no saco". Não posso dizer nada dos mais velhos, pois sou perfeita e fica pré-suposto que todos são perfeitos. [Não estou aberta para questionamentos e ideais contrárias].
O nome da minha sarna é Mayara, ela tem 14 anos e parece uma gralha de tanto que fala. Ela sempre brincou comigo durante a minha infância. A gente fazia cabana, brincava de Barbie, de escolinha - coitada, eu judiava dela... Fazia ela escrever tudo o que eu mandava. Eu fazia comidinha pra ela, etc, etc e etc. A nossa infância foi supimpa!
Lógico, eu socava a "cara" gorda dela e ela me espancava. Um dia, de tão selvagem que foi a briga, ela chegou a trincar o osso do meu braço - a safada ficou se gabando a semana inteira, até hoje fala "eu quebrei o braço da minha irmã" -, foi o ápice da selvageria. Fora os apelidos... Ela me chamava de "gorda, baleia, saco de areia..." e eu, monga, chorava. Eu a chamava de idiota, burra, feia, etc, mas nada que chegasse aos pés do efeito que os insultos dela faziam em mim.
Chegou a pré-adolescência e eu, como era de se esperar, abandonei as brincadeiras de Barbie pra começar a andar com os amigos, etc. Também foi a fase que ela começou a ter sintomas de TOC, a coisa começou a desandar e por aí foi.
A adolescência começou a ser dificil para ambas as partes. A gente se distanciou e as brigas começaram a machucar de verdade. Deixamos os socos, tapas e arranhões para ofensas verbais, fofocas e uma entregando a outra. A nossa relação de irmãs começou a ficar meio prejudicada, porquê enquanto uma queria atenção, amizade e desabafar a outra queria sair com os amigos, namorar e desencanar da familia.
Ah sim, o namoro. Quando eu comecei a namorar, percebi que o ser em questão ficou SUPER enciumado. Ela odiava quando ele vinha em casa, ficava de cara fechada... Mas depois pegou amizade com ele. Depois eu terminei e ela ficou mais feliz ainda. kkkkk
Tem o problema com as minhas amigas também, ela nunca foi muito com a cara das minhas amigas. No começo da minha amizade com a Fernanda (minha amiga, "prima", "irmã"), ele simplesmente detestava a Fê. Alguns meses depois, as duas se falavam, trocavam confissões... Até estranhei.
Por ser muito rebelde, após uma fugidinha básica de casa, a Bichuda (Mayara) foi morar uns tempos com a minha madrinha, em São Vicente. Mas ela já voltou, tava com saudade de mim (kkkkkkk).
Mas sabe... Mesmo eu reclamando muito dela, ás vezes é legal ter uma irmã. Nos tempos que ela foi morar longe, eu senti a falta dela; não tinha ninguém pra encher o saco, pra contar as fofocas, pra saber da vida dela, etc. Eu me divirto quando ela pergunta as coisas pra mim, é engraçado mas também é uma super responsabilidade. Ela me pergunta como conquistar os bonitinhos dela, sobre sexo, homens, escola, amigos... Sobre tudo!
Mesmo falando que eu detesto ela, que ela é uma chata, ás vezes desejando que ela morra (hahahahaha)... Não quero ninguém mexendo com ela, muito menos deixando ela mal. Se alguém tiver que fazer isso, essa pessoa sou eu! Eu posso bater, humilhar, xingar e dar risada dela... Mas isso porquê eu sou irmã; e irmãs (os) tem esse papel na sociedade.
Beiiijo galera!
P.S.: Eu não tô no meu juizo perfeito pra escrever uma coisa dessas!
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