segunda-feira, 20 de julho de 2009

Eu fui pra Salvador - BA

Pois é, galera... Fui e adorei! Que lugar mais lindo! As pessoas são simpaticas, a comida é gostosa, sempre faz calor, tem gente bonita, etc.A viagem foi otima. Fomos em oito pessoas (eu, minha irmã, meu pai, a Marisa, o Alegre, a Miriam, o Mané e a Ione) - tudo gente alto astral, divertidos e etc. Fomos em 07/2009.
Foi a primeira vez que eu e a Bichuda fazemos uma viagem dessa com o nosso pai, então vocês podem imaginar a ansiedade que ficamos. O pai também tava super feliz por levar a gente nessa viagem. Juro que foi uma preparação de dois meses, pois quando ele me contou que íamos para Salvador, fiquei maluca. Até regime eu fiz. O pai alugou um apartamento perto do Farol da Barra (lugar lindo, por sinal) e o resto da turma alugou os apartamentos no mesmo andar.
Na ida, saímos do aeroporto de Guarulhos, ás 23h30 (eu acho) e na volta, saímos de lá ás 10h20.
Bom, vou contar tudinho...



1º Dia (domingo): Todos estavam cansados. Chegamos quase 03h00, choveu muito do aeroporto até o apartamento. Acordamos cedo, acho que 08h00. Como o pessoal estava cansado, resolvemos não fazer nada demais, então fomos até a Praia do Farol, pois ficava a poucos metros do apartamento.
Sentamos em uma barraca perto do mar - aliás, que mar! A cor da água é um azul meio esverdeado, com uns arrecifes maravilhosos que formam piscinas naturais. Acabamos de sentar e veio o Jair - um garçom folgado pra caramba - que nos deu o cardápio e trouxe umas cervejas. Ele chamava a Marisa de tia o tempo todo, mas ela levou na esportiva.
Quando a fome bateu, pedimos uma porção de camarão, uma lagosta e um peixe grelhado. Enquanto a comida não chegava eu tentava me habituar com o biquini fio dental que eu estava usando. [Eu sei que não devia, mas tenho que comentar a lerdeza dos bahianos. Gente, não sei como eles conseguem ser tão lerdos]. Pois bem, após quase duas horas de espera a comida chegou. Não nos deram pratos, então tivemos que comer com a mão. Não houve classe e nem modos; devoramos a pouca comida que havia chegado com voracidade. A fome continuou.
De tardezinha, pós sairmos da Praia do Farol, fomos andando até a Praia do Porto, que também é perto do apartamento. Isso enquanto alguns membros do grupo foram tomar banho e se arrumar para o jantar. Depois que todos se arrumaram, fomos ao restaurante Van Gogh (nada demais, só o nome que era chique). Jantamos e fomos dormir.

2º Dia (segunda): Acordamos super cedo (07h30). Meu pai, o Mané e o Alegre foram alugar um carro que coubesse oito pessoas. A ideia era alugar uma kombi, a Ione e a Marisa não gostaram muito, mas acabaram cedendo quando viram a diferença de preço com a van (quase R$3.100 de diferença).
Enquanto os homens foram alugar o carro (o que demorou em torno de três a quatro horas), eu, a Mayara e a marisa fomos no museu maritimo no Farol da Barra. Tiramos várias fotos; lá tinha uns barquinhos em miniatura, lupas e instrumentos de navegação da epoca da colonização. Depois, andamos até o forte que fica na Praia do Porto e achamos uma cruz portuguesa que indicava que uma caravela tinha chegado naquele local há anos atrás.
Depois de muito esperar a kombi chegou. Foi uma festa, pois quase ninguém tinha andado de kombi. Ficou decido que o nosso destino seria a Ribeira para apreciarmos a "Segunda-Feira Gorda" - é conhecida assim porquê as barracas servem um cozido com batata doce, carne de vários tipos e legumes. Quando chegamos, foi um choque para todos do grupo; o lugar era totalmente periférico, cheio de gente pobre e feia, uma música mais horrosa que a outra em cada barraca. Até uma geladeira com rodas foi improvisada de "isopor" para vender cerveja.
Para piorar a situação: não tinha a porr* do cozido! [Gente... Fomos naquele lugar só pra comer a droga do cozido] Bom, tivemos que nos contentar com moqueca de peixe (o que demorou anos). Fomos embora da Ribeira revoltados e traumatizados. Foi o único lugar da Bahia que tinha baiano-baiano.
Depois da Ribeira fomos para a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Maravilhosa, por sinal. Lá compramos aquelas fitinhas que dizem dar sorte e realizar desejos.
Como estávamos traumatizados, na hora do jantar entramos em um barzinho lindo que ficava perto do nosso apartamento (o Pereira Sato). Para a nossa surpresa, o restaurante era chiquetésimo. [Acho que foi para descontar a Ribeira]

3º Dia (terça): Praia do Forte. Foi o nosso destino na terça. Lá é onde fica o Projeto TAMAR. Ficamos mais de uma hora na kombi. São 70 km de distância de Salvador. Mas valeu a pena!
Chegando lá você já fica pasma (o) com o vilarejo que tem lá. São várias lojas chiques, com coisas maravilhosas para você gastar dinheiro.
O Projeto então: é lindo! Várias tartaruguinhas, tartarugas e tartarugonas. Tiramos fotos dentro dos ovos das tartarugas, com os peixes e etc.
Paramos na praia, tomamos um solzinho e comemos um acarajé delicioso. Houve um certo estresse nesse dia: como comemos o acarajé, não almoçamos. O pessoal ficou "passando fome" o dia todo.
As terças o Olodum se apresenta no Pelourinho, então fomos até lá prestigiar. Eu estava maluca para assistir a apresentação deles. Conhecemos um pouco do "Pelô" e procuramos o Olodum; para o meu desgosto eles não estavam se apresentando naquele dia.
Depois da decepção do Olodum, fomos procurar uma churrascaria. Rodamos mais de uma hora por Salvador e não achamos nenhuma, digo, nenhuma barata. Achamos a Fogo de Chão, Villa's, etc. A fome era tanta que acabamos voltando para a Barra e jantamos arroz, feijão, ovo frito e bife, no Van Gogh novamente.

4º Dia (quarta): Praia do Flamengo, especificamente na Barraca do Tchê. Uma barraca enfeitada por várias carrancas, uma praia praticamente deserta e uma música otima. A estrutura não deixou a desejar: espreguiçadeiras, duchas e até banheiro limpo.
Fez sol, choveu e jogamos cartas. Conhecemos o Felipe, um menininho desconhecido que muito descaradamente se infiltrou no nosso jogo.
O almoço? Carreteiro gaúcho e baiano.
Após a praia passamos na Praia de Itapoan, tiramos fotos com uma estatua do nosso Poetinha e jantamos no Van Gogh.

5º Dia (quinta): O dia acordou chuvoso. Não dava pra ir na praia e o povo desanimou. Até que surgiu a ideia de irmos ao Mercado Modelo - um mercado cheio de lembrancinhas, cangas e coisas típicas da Bahia. Compramos várias coisas legais (quadros, cangas, brincos, camisetas...), conhecemos o porão do Mercado, onde os escravos morriam afogados ou sufocados - um lugar bizarro.
Guardamos as coisas na kombi e fomos para o Elevador Lacerda (liga a cidade baixa com a cidade alta). Fiquei surpresa por um ponto turístico custar apenas cinco centavos. Pagamos e entramos. Me decepcionei quando vi que o elevador era um elevador comum. Não tinha nada demais, não era panorâmico, nem nada. Devo concordar que a vista lá de cima é magnifica! Tiramos várias fotos lá do alto.
Então nos dirigimos ao Pelourinho, famoso Pelô. Ah, esse sim... Que lugar lindo! Me senti transportada para a época dos escravos. As igrejas são lindas e uma ao lado da outra. As casinhas? Tão detalhadas e coloridas! Andando pelo Pelô, achamos um restaurante simples e entramos para almoçar. A surpresa foi que o restaurante era super famoso. Até foi indicado pela Gol e pela revista Veja. Eu comi um prato típico da região, o Mangalô - uma espécie de feijoada branca com favas e carnes de sol, de boi, porco, etc. Continuamos a andar após o almoço.
Na hora do jantar fomos ao restaurante Carangueijo. Sabe por quê o nome? Eles serem o carangueijo inteiro e você tem que quebrar ele dando porradas com um martelinho. Não gostei do gosto, mas adorei dar porrada no carangueijo.

6º Dia (sexta): De um lado fica o rio, do outro fica o mar. Lindo, não é? Esse lugar fica em Imbaçaí. Maravilhoso! Fica a uns 80km de Salvador.
Quando chegamos parecia um filme: para chegar até a praia tinha que pegar um barquinho. O rio era lindo, as cadeiras das barracas ficavam na beira da água; quando você entrava na água, os peixinhos ficavam perto das pessoas... Uma coisa de louco!
Na volta... O pneu da kombi furou. Um prego enorme fez dois furos no pneu. Meu pai - o herói - trocou o pneu praticamente sozinho. Paramos em uma borracharia para consertar o pneu furado, onde o borracheiro parecia um pneu (preto e redondo).
Todo mundo cansado, sem saco para sair... Da-lhe Van Gogh, outra vez! Depois de comer um peixe, a Miriam queria tomar sorvete, então fomos todos juntos. Ao chegar lá, nos deparamos com uma mulher preta, magra e acho que bêbada. Ela dançava ao som de um brega muito ruim, com as calças abaixadas até o joelho, de calcinha no meio da rua. Foi o ápice da comédia na viagem. O grupo ficou pasmo com a cena. A Miriam até desistiu do sorvete.
Saímos (eu, o pai, a Mayara, a Marisa e a Ione) para procurar uma balada. Achamos um barzinho que tocava samba e ficamos por lá até tarde.

7º Dia (sabadão): Voltamos para a Praia do Flamengo, na barraca do Tchê. O dia que fez mais Sol, saí de lá toda vermelha.
Almoçamos carreteiro novamente e ficamos "morgando" no Sol. Já o jantar, como era a despedida, fomos para uma churrascaria. Comemos, bebemos e arrumamos as malas com muita tristeza no coração.


Fim
Hum... Esses dias foram demais! Eu quero morar na Bahia! hahahaha
Obrigada pela viagem, pai Toninho.
Te amo!

Um comentário:

  1. Valeu Filhona e parabéns pelo seu ótimo Blog !!!
    Me tornei, a partir de agora, colaborador espontâneo do seu espaço.

    PS: você esqueceu de comentar que no dia 12 (domingão) acordamos às 7h00 da manhã (e não as 8h00) com o "putz-putz" de preparação para a largada da "Meia Maratona de Salvador", que saiu do Farol da Barra.
    Bjs... ;-)

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