domingo, 14 de junho de 2009

Tendência para o tédio...

Há várias maneiras de se chegar ao tédio: uma festa chata, passar o final de semana em casa, ir pra algum lugar que você não que ir, ficar na frente do computador sem nada pra fazer, aula de Sociologia, assistir ao Fantástico e ao Domingão do Faustão, entre outros.
Como pode-se perceber, é fácil chegar ao tédio. Eu, por exemplo, passo uma grande parte do meu tempo saboreando o tédio. Não que eu seja uma pessoa tediosa - pelo menos, eu acho que não sou -, mas o fato é que eu tenho uma forte tendência para ele. Por quê? Não sei! Isso não me incomoda tanto, aprendi a conviver com ele. É a minha vida: enquanto acontece as coisas que eu quero, onde eu quero e com quem eu quero, fico bem. Se você puxa um assunto que eu não gosto, me leva em um lugar monótono ou coloca um samba/jazz/bossa nova... Tédio!
Hoje, por exemplo, eu não estou entediada. Não tem nada pra fazer, ninguém me chamou pra sair, eu não sai hoje e provavelmente não vou sair hoje, mas eu não tô entediada. Não me pergunte o porquê, pois ontem eu não tinha nada pra fazer e quase morri de tédio.
Tem vezes que eu estou com todos os meus amigos, todo mundo reunido, feliz, se divertindo... Num passe de mágica todo mundo se joga no sofá, ligam a TV, cada um pensa na morte da sua bezerra e um infeliz diz "ai que tédio...".
Não que eu seja uma pessoa desanimada, infeliz... Nada disso! Sou super animada, vivo sorrindo... Mas o tédio me domina! kkkk Deve ser coisa da idade!


"Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado pra sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida pra ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vaaaamos!!! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação.

Eu me sinto sempre ganhando presentes. Se faço uma entrevista e leio depois no jornal, acho tudo o máximo, o texto, a foto… Estou sempre ganhando brinquedos. Minha vida é muito assim: sempre morrendo de rir, nunca com tédio. E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade. " (Cazuza)

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