sábado, 6 de junho de 2009

O caderno e a Caneta

O caderno tinha folhas,
cada folha era só.
Branca, orgazinada, perfeita.
Quem olhava tinha dó.

A caneta tinha cores,
Desenhava, escrevia, pintava.
Nela, o caderno achou a graça.
A cor que lhe faltava.

Ele invejava a caderneta,
Era toda rabiscada, enfeitada
Pela caneta.
E no caderno... Nada.

A malícia da caneta,
Encantava o caderno.
Puro, ingênuo...
Apaixonado eterno.

A caneta achou graça.
Como podia aquele caderno,
Sem cor, sem letra, sem nada...
Prometer amor eterno?

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