O caderno tinha folhas,
cada folha era só.
Branca, orgazinada, perfeita.
Quem olhava tinha dó.
A caneta tinha cores,
Desenhava, escrevia, pintava.
Nela, o caderno achou a graça.
A cor que lhe faltava.
Ele invejava a caderneta,
Era toda rabiscada, enfeitada
Pela caneta.
E no caderno... Nada.
A malícia da caneta,
Encantava o caderno.
Puro, ingênuo...
Apaixonado eterno.
A caneta achou graça.
Como podia aquele caderno,
Sem cor, sem letra, sem nada...
Prometer amor eterno?
São essas personificações inteligentes que me encantam tanto *-*
ResponderExcluir