sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sem nome.

Há algum tempo que não sei o que vivo. Parece que estou assistindo a minha vida por uma vitrine - como se fosse um show barato. Vivo uma fase introspectiva. Não sei os motivos ou talvez eu não queira complicar a vida.
O fato é que ando me arrastando. Fumo cigarros e faço da bebida, companhia. Seria comigo se não fosse trágico: minha vida de espantalho. Observando os corvos de longe, estática e fria como o gelo. Besteira tanta dor, já que não sofro quase que nenhum desprezo. Aliás, nessa carta dramática como as peças de Shakespeare, só não encontro a morte.

Observa, então, a criação de minhas horrendas quimeras.

Eu lirico: o vazio.

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