Ela já não aguentava mais olhar para aquilo. Sentia-se pobre pelo o que via, mas não de espirito. Acontecia. Passavam-se onze anos e nada mudara de lá até agora.
Não haviam mais cadeiras, pois quebraram-se com o tempo - superior ao tempo de morada na casa. O teto estava desabando aos poucos. Durante a noite era possível escutar os roídos do teto esfarelando-se. O chuveiro andava frio e a porta acabara de desabar.
Aquela casa, cheia de lembranças, desmorona-se como as esperanças da matriarca que espera um milagre perdido. As crianças cresceram e anseiam por desapego ao velho, ultrapassado e antigo. Enquanto a mãe sofre por não poder pagar.
A casa, por si só, já conta suas histórias... Conversa e entende o que os jovens, mas velhos moradores, falam. Talvez, a utopia de uma nova casa tenha afetado aquela jovem família, naquela velha casa com o teto de madeira e o rato atrás da geladeira.
Que esse acontecimento seja efêmero.
Talvez a desejada mudança, caia nas mãos das crianças que hoje são maduras...
ResponderExcluirO que você está plantando hoje, concerteza no futuro ira colher bons frutos!
Pode parecer cliché mais eu acrédito em você.