segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Essa metamorfose ambulante...

 "Quando você crescer e tiver noção do que é a vida, vai querer voltar a ser criança" (palavra dos nossos pais)

 E você, quantos anos tem agora? Quantas vezes você já voltou a ser criança ou chorou por estar com saudade da infância? De quantas formas a vida já te jogou contra a parede e te forçou à desistir de tudo e mudar? Você já parou para pensar nisso?

 Quando crianças, nosso sonho é crescer e aproveitar a vida. Mas percebo que nossos pais e até mesmo alguns amigos mais velhos desistiram desse sonho. Quantas vezes você não teve seus planos frustrados com frases melancólicas do tipo "você vai ver que não é bem assim..."?

 Então, em um dia qualquer, sentado na lanchonete ou assistindo a novela... Você  percebe que mudou. Sim, mudou seus planos, suas conquistas, seus amigos e seus hábitos. Os seus pontos de vista estão totalmente diferentes e até a sua cor preferida - que era roxo - agora é amarelo bebê. E essa percepção é incrível e perturbadora.

 A maioria dos jovens começa a perceber isso aos dezessete anos, quando se olha no espelho e se encontra vestindo uma roupa social, com o currículo na mão à caminho de mais uma entrevista de emprego.

 Falo isso de experiencia própria, pois vem a recordação do meu momento hippie, onde a sensação era usar chinelinho, roupas largas, brinco de pena e cabelão. Escutava Sandy & Junior, adorava jogar Mario Bros e era gorducha. Lembro da minha madrinha falando mal das minhas roupas e me chamando de "hippiponga"(traumas dessa época). 

 Logo depois veio a fase metaleira. Entrei na oitava série e queria fazer a revolução dentro de mim. Ouvia System Of a Down, Slipknot, Matanza, Sepultura, Massacration... Aliás, o detalhe era nas minhas roupas, pois eu só usava roupas pretas e largas. Foi a fase que eu era a menina relaxada, cheia de espinhas e feia. Os meninos tinham medo da minha pessoa, mas eu estava meio masculinizada mesmo. O mundo era injusto e eu começava a duvidar de uma força divina.

 Então, tudo isso mudou e vai continuar mudando. Namorar não é para fracos, meus pais não são meus inimigos e a ideia de construir uma família já não me parece idiota - como há uns anos. Em vez de veterinária, quero ser jornalista ou publicitária e meus sonhos, bom, alguns eu concluí e outros serão eternos sonhos.

Um comentário:

  1. Concordo linda, e acho necessária essas muitas fazes que passamos na vida, são elas que definem quem seremos e como vamos agir de frente a vida.
    Fazemos muitos planos, mais as vezes dificuldades fazem com que algumas pessoas desistam de seus sonhos, isso eu acho muito errôneo.
    Devemos agarrar nossos sonhos e lutar para realizar, logo não seremos como a maioria da população frustada =)
    Ahhh a fase metaleira é mó legal oh eauhaeu

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