[Me desprendo de tudo que é real]
Faço do meu sangue, a cor
Com o meu espirito desenho a linha
O meu corpo é a estrófe
Minha vida, a rima.
[Sou escrava das palavras.
Então, faça de mim o que quiser]
Dou a cara a tapa,
Eternamente, vivo,
Uma forma meio frustrada.
Fingindo ser apaixonada,
[A poesia é assim;
Fala dos outros, fala de mim]
Ser triste é moda de poeta.
Exibo a dor com delicadeza,
Admiro a ilusão alheia da janela.
Escrevo tudo, com ar de nobreza.
[Quem escreve poesia,
não tem sexo, idade ou paixão]
Ás vezes sou bailarina,
Moço, velha ou menina.
Amante, pura, libertina.
A cada um, meu eu-lírico fascina.
[...]
Sou eu, então
Poeta torta.
Morro de tédio e,
Aluciono-me outrora.
Anulei o que o outro
Não anulou.
Faço estrófes inteiras,
Mas não deixo cor.
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Dedicado ao meu papai que vive me dando força.
TE AMO!
Adorei a dedicatória filha... ;-)
ResponderExcluirVocê está cada vez melhor. Continue assim.
Beijão do seu fã número 01.
Também te amo muito.
Seus poemas são geniais, cara *-*
ResponderExcluirMari, sou sua fã!
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