terça-feira, 15 de setembro de 2009

Brancos e nulos

[Me desprendo de tudo que é real]

Faço do meu sangue, a cor
Com o meu espirito desenho a linha
O meu corpo é a estrófe
Minha vida, a rima.

[Sou escrava das palavras.
Então, faça de mim o que quiser]

Dou a cara a tapa,
Eternamente, vivo,
Uma forma meio frustrada.
Fingindo ser apaixonada,

[A poesia é assim;
Fala dos outros, fala de mim]

Ser triste é moda de poeta.
Exibo a dor com delicadeza,
Admiro a ilusão alheia da janela.
Escrevo tudo, com ar de nobreza.

[Quem escreve poesia,
não tem sexo, idade ou paixão]

Ás vezes sou bailarina,
Moço, velha ou menina.
Amante, pura, libertina.
A cada um, meu eu-lírico fascina.

[...]

Sou eu, então
Poeta torta.
Morro de tédio e,
Aluciono-me outrora.
Anulei o que o outro
Não anulou.
Faço estrófes inteiras,
Mas não deixo cor.

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Dedicado ao meu papai que vive me dando força.
TE AMO!

3 comentários:

  1. Adorei a dedicatória filha... ;-)
    Você está cada vez melhor. Continue assim.
    Beijão do seu fã número 01.
    Também te amo muito.

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